Os taxis passavam a toda a velocidade. Eram as cinco da tarde e a sombra da hora de ponta tomava forma naquela tarde corriqueira de verão anunciado. A torreira do meio-dia aquecera a moleza discreta dos peões que se sacudiam agora na aspereza das horas vespertinas. O Sol abrandara e de vez em quando tambem o trânsito que se começava agora a afogar em si mesmo. O vrum-vrum dos automóveis distraía as mentes dos assuntos do dia-a-dia e eu, nisto, esquecera-me do braço levantado, feita estátua da Liberdade, na esperança de ancorar um taxi desgovernado. Combinara o encontro ás 6 p.m. e depois de tanto tempo perdido na preparação não estava disposta a deitar tudo por água abaixo.
E sim, finalmente um tresloucado atravessa a infinidade de vias que alimentam a Rua para se encostar mesmo a meu lado e numa mistela de azedume e palavrões me fazer sinal para entrar para o banco de trás. Era o meu táxi. A minha boleia para um destino marcado.
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